Kubo e as cordas mágicas

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“Se você precisa piscar, faça isso agora […] se piscarem, se desviarem o olhar, se esquecerem qualquer coisa que direi, mesmo que por um instante, então nosso herói certamente perecerá.”.

Kubo abre com uma narrativa que pega de jeito, frases bem montadas e que prendem a atenção. Apesar de ainda ser um menino, Kubo conta histórias de tirar o fôlego e se encontrará protagonizando umas das suas mais emocionantes histórias.

O longa é uma animação estadunidense, dirigido por Travis Knight, que concorre na categoria do Oscar de melhor animação. Feito todo em stop-motion, sua arte trás um ambiente um pouco mais leve para contrabalancear a história um tanto quanto obscura.

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Kubo vive sozinho com sua mãe, os dois reclusos em uma caverna nas montanhas, mas todos os dias, o menino munido de seu instrumento mágico de duas cordas sai para a cidade a contar narrativas surpreendentes, narrativas essas inspiradas em sua própria história. Filho de um grande samurai e uma mulher com poderes mágicos, filha do Rei da Lua, que mata o samurai e arranca um dos olhos de seu próprio neto. Pesado? Não se preocupe temos um besouro falante e uma macaca mal humorada pra descontrair.

 Dentro de toda esta narrativa, sempre ao lado de Kubo, está sua mãe. Que demonstra tamanha força para lutar por seu filho, usando cada suspiro de seu ser. Além de se voltar mesmo contra sua família para lutar por algo que ela acredita: o amor e a humanidade.

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The Handmaiden

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Produção Sul-coreana deste ano dirigida pelo prestigiado Park Chan-Wook também responsável por Oldboy, Lady Vingança entre outros. O longa é inspirado no livro da escritora galesa Sarah Waters, Fingersmith, lançado em 2002.

O desenrolar da história se passa na Coreia do Sul à época da invasão Japonesa na década de 1930. Uma jovem senhora japonesa Hideko (Kim Min-Hee) que vive na Coreia desde os 5 anos, desde a morte de sua mãe, é criada pelo seu tio e está destinada a casar com o próprio. Sabendo disso, com a intenção de casar com ela e ficar com sua herança, o Conde Fujiwara (Jung Woo-Ha) contrata Sookee (Kim Tae-ri) para trabalhar como serva de Hideko e ajudá-lo com seu plano de após roubar toda a herança da jovem senhora, interná-la em um manicômio.

Parece um roteiro bem previsível ainda mais se estiver acostumados com filmes estadunidenses que do início já se conhece o fim. No entanto quando o espectador acha que entendeu para onde a trama se encaminha, ele se perde e volta duas casas. Park não diria facilmente qual caminho percorrer. São duas horas de tensão e surpresas.

Para quem é desconfiado com a produção asiática não precisa ter medo, pois qualidade está ótima, no entanto, os asiáticos ainda perdem para a chuva. Quem está acostumado com os dramas asiáticos sabe que a chuva cai em cima dos personagens, mas insiste em não molhá-los, e isso acaba acontecendo no filme, no entanto é algo quase imperceptível e só ocorre em uma ou duas cenas, no máximo.

O filme é muito bom e de fato não surpreende apenas uma ou duas vezes, o que carrega a história com cada vez mais emoção, no entanto, pessoalmente o final deixa a desejar quando exagera na figura caricata do tio e deixa a desejar na dor de uma tortura. Talvez isso tenha parecido tão estranho a mim, pois esperava algo sério e talvez até mais sanguinário. Mas Park desejou, nesta obra, trabalhar mais com o sexo do que com a violência, o que enriquece a história de uma forma prazerosa.

Sangatsu no Lion

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Apesar da temporada fraca de outubro um slice of life chama a atenção. Não estava dando tanta atenção a esse anime e não esperava que fosse tão aprazível.

Rei Kiriyama é um jogador bem sucedido de shogi com apenas 17 anos. Rei tem problemas com sua família adotiva o que o levou a morar sozinho podendo viver do que recebe dos campeonatos de shogi dos quais participa. Mas não apenas com sua família adotiva, Rei tem, também, problemas em se relacionar com seus companheiros de escola. No entanto ele tem três amigas, as irmãs da família Kawamoto que estão sempre tentando trazê-lo mais perto, seja com curry na janta, ou um onigiri gigante para o Obentô.

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O anime é adaptado do mangá homônimo escrito pela Chika Umino que também escreveu Honey and Clover. Pessoalmente não gostei tanto de Honey, mas o traço de sangatsu passa exatamente a emoção que a história deve transmitir, cada desenho, cada movimento transmite com perfeição os sentimentos e a personalidade de cada personagem, além do sentimento projetado também na cidade que envolve os personagens.

A forma como o mundo é visto por Rei é arte pura, da mais alta qualidade. Quando seus olhos se tornam nossos, nos escondemos junto com ele abaixo de sua franja e nos movimentamos juntamente com sua mão ao empunhar uma peça de shogi. A direção do anime está por conta do Akiyuki Shinbo que me surpreendeu com a delicadeza na forma de focar em cada detalhe que envolve Rei, cada detalhe de sua solidão expressa na catenária, na sua escolha de roupa diária, no espaço vazio de seu quarto.

Ainda estamos no primeiro episódio, mas os personagens parecem oferecer um agradável dilema sobre sentimentos e ações, além de apresentar personagens profundos que com certeza serão levemente desvendados.

 

O Quarto de Jack

Uma doce e espessa narrativa feita através dos olhos de um menino de cinco anos. É difícil falar sobre esse filme, pois enquanto a história percorre fica o suspense do que vem depois. O longa trás a história de uma mulher Joy (Brie Larson) que foi sequestrada aos 17 anos e está há 7 anos presa em um quarto junto com seu filho de 5 Jack (Jacob Tremblay). Dentro do quarto há um universo inteiro que Joy cria para Jack e acompanhamos a narrativa das experiências de uma criança que está a cada dia dando novos significados as coisas que o rodeia. 

O filme é de 2015 e foi indicado ao Oscar deste ano. O filme é baseado no livro homônimo da autora Emma Donoghue que também constrói o roteiro. A direção é do Lenny Abrahamson. Ambos são irlandeses.

Talvez um pouco curto o filme explora pouco o pós-cárcere. Mostra a dificuldade da mãe de se adaptar ao novo mundo, levando consigo muitos questionamentos sobre o que poderia ter feito de melhor, além de ocorrerem enfrentamentos entre Joy e sua família, vemos também, o avô de Jack rejeitando-o, mas isso não é muito explorado. Após saírem do quarto os dois encontram dificuldade de se adaptar ao novo mundo, mas parece que nenhuma das dificuldades foi de fato explorada, mas apenas citadas. O que fica de mais precioso ainda são as narrativas de Jack que na leveza da forma de entender as coisas emociona, principalmente quando ele decide se despedir de vez do seu trauma e aceita sua mãe do jeito que ela é, pois afinal de contas ela é sua mãe. 

Barakamon e a beleza do interior

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Barakamon é um anime de 2014 baseado em mangá publicado pela Satsuki Yoshino, feito pelo estúdio Kinema Citrus (Kuma Miko) e produzido por VAP e Nippon Television Network Corporation (Death Note, Monster). A mangaká também publicou um spin  off deste mangá chamado Handa-kun que ganhou animação nesta temporada. Barakamon trás um pouco daquele ambiente gostoso de cidade do interior e o aconchego de pessoas calorosas.

Seishu Handa é um  mestre caligrafista de apenas 23 anos, é considerado um gênio da caligrafia desde pequeno, sendo ele também filho de um caligrafista famoso a pressão sobre sempre existiu  sobre seus ombros: ele precisava ser o melhor. Por conta disso ele foi uma criança isolada que estava sempre praticando a caligrafia.  É importante ter isso em mente pra entender a personalidade distorcida e super divertida dele. Handa é dramático ao extremo, impulsivo,  egocêntrico e infantil.

Durante um concurso de caligrafia um juiz é bem rigoroso com as críticas acerca do trabalho do Handa-kun e num acesso de raiva parte pra cima do crítico. Violência já é ruim, mas o agravante é que o juiz era um velhinho de bengala, imagina-se o furor que isso causaria no Japão (sim, nenhum país acha OK bater em velhos, mas no Japão tem toda a questão da hierarquia por idades e cargos). Por conta disso o pai de Handa decide enviá-lo para Fukue uma das ilhas que faz parte das Ilhas Goto (Prefeitura de Nagazaki) a intenção de sua ida é que ele se acalme um pouco e obtenha novas ideias para criar novos quadros.

Chegando na ilha ele encontra os típicos contratempos que só uma cidade minúscula pode oferecer, primeiro que a saída do aeroporto está completamente vazio e tem apenas um ônibus por dia. Em sua caminhada em direção ao povoado Handa encontra um simpático fazendeiro que oferece uma carona, mas Handa tem dificuldade de entender o homem pela diferença de pronúncia. Chegando no povoado ele descobre que a casa em que vai morar é na verdade a base secreta de crianças da região. Bem, esses são os primeiros minutos da série. Como esperado desse tipo de narrativa, Handa vai encontrar com pessoas calorosas que farão com que ele afaste aos poucos seu mal temperamento. Mas todos da vila o aceitam rapidamente, mesmo com seu jeito meio torto de ser.

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A narrativa é bastante divertida, leve e aconchegante. Acho difícil alguém assistir esse anime e não ter vontade de se mudar para o interior e ter uma experiências cheias de pores do sol inspiradores. Ao todo Handa terá com ele 5 personagens sempre presentes em seu dia a dia. Entre todos os novos amigos que Handa faz tem a dona de casa clichê, a criança doida, e a fujoshi. A partir dos novos encontros Handa vai ser permitido a viver sua infância pela primeira vez, se apaixonar de novo e de novo pela arte da caligrafia, vai experimentar novos sentimentos, além de aprender a lidar com os seus.

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Releitura: Perfect Blue

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Perfect Blue é um thriller psicológico de Satoshi Kon lançado em 1997. A animação conta a história de Mima Kirigoe inicialmente faz parte de um trio de idols, mas pretende mudar um pouco sua carreira artística se tornando uma atriz. Seu primeiro papel é em uma série de investigação policial e ela está indo bem apesar dos comentários, mas sua vida real começa cada vez mais a se misturar com seu papel, onde em algum momento Mima não sabe se está na série de TV, ou em sua casa.

Além da história principal, ou seja, o início da loucura de uma menina no mundo artístico, há também um perseguidor que acomete Mima e algo sobre a dificuldade e algumas coisas que uma artista precisa se submeter para ser bem sucedida na carreira e na mídia.  

De início Perfect Blue é apenas mais uma animação, começa mesmo a ter um ritmo muito lento, até que tudo explode em cima do telespectador de um jeito que se não estiver atento vai perder o tiro inicial. À princípio o que é animação seria um live action, o que não aconteceu devido à falta de verba e isso deu a todos um final mais feliz, já que dificilmente se imagina uma produção japonesa que chegue ao nível que foi essa animação com atores reais.

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Inicialmente um inocente menina do interior que recebe ajuda de sua empresária para sobreviver à selvagem Tóquio e o mundo da indústria midiática e aos poucos uma mulher que faz o que tem que fazer. Esse é o gatilho. Perceber através da mudança sutil na expressão de Mima é pegar o começo de toda a loucura, no desenrolar dos fatos a respiração fica presa atá a cena final.

Com fotografia e direção incríveis Perfect Blue nos deixa sem fôlego ao retratar a vida das idols asiáticas que devem ser perfeitas até o ponto em que não conseguem mais e como há a sexualização dos corpos. As idols encontram um mundo de fãs que não aceitam uma mudança sequer, pois elas devem ser para sempre a boneca dos sonhos de cada um de seus amados fãs.

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Referências à Perfect Blue podem ser encontradas em “Um Requiém para um sonho” e “Cisne Negro”.

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As Sufragistas

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O ano de 2015 trouxe bastante representatividade para o feminismo, quando hashtags foram usadas aqui na realidade virtual, mas reverberou na vida real. Com o #meuamigosecreto as chamadas do 180 aumentaram, namorados e amigos viram a razão em uma questão e outra discutidas dentro do feminismo (eu mesma experimentei algo disso). Quando ainda hoje tem gente que diz que o machismo é necessário a gente vê quanta coisa ainda precisa ser desconstruída e como é importante ter debates e representações.

A mulher com uma imagem empoderada vem ganhando espaço em filmes, livros, mangás, animações em geral, claro que ainda falta muito pro ideal, mas um passo já é uma vitória. Mulheres sempre que tiveram que lutar por espaços aqui e ali onde éramos proibidas de frequentar. O filme As Sufragistas vem contando a história de mulheres que buscavam um desses espaços, espaço na vida política com a garantia do direito ao voto.

O movimento sufragista, como dito, foi a busca das mulheres pelo direito ao voto inspiradas em discursos por direitos e liberdade. Apesar do filme ter teor histórico, sendo seu recorte o foco uma das campanhas feitas pelas sufragistas,não dá muito espaço pra fatos históricos em si.

O longa traz a história de Maud Watts (Carrie Mulligan), uma funcionária de lavanderia que como tantos está em péssima condições de trabalho e tem que suportar abusos de seu chefe. No meio de sua vida pacata e conformada o movimento das sufragistas vai se fazendo presente em sua rotina e sua rotina vai se tornando o movimento sufragista. Como tantas mulheres Maud simplesmente cansa e não aguenta mais, ainda que queira de volta sua vida normal de quando em vez, o movimento se faz necessário de tal forma que começa a fazer parte dela e é disso que o filme aborda, o que acontecia com a mulher que decidia lutar por seus direitos, perdia marido e lugar na sociedade.

O filme mostra o quão vivo ainda se faz a marginalização de termos que se referem à luta das mulheres, o quanto ainda é sujo dizer de pulmões abertos que é feminista sim. Se alguém fala hoje “ah, mas feminismo era necessário naquela época, hoje em dia mulher pode tudo”, pode acreditar que isso já era falado em época de sufrágio.

 

 

 

Jessica Jones

Jessica Jones

Jessica Jones finalmente estreou na Netflix e está fazendo muita gente feliz. A série trás uma mulher que trabalha como investigadora particular, que não consegue dormir à noite e uísque é seu melhor amigo, além disso tudo ela meio que tem super força e consegue dar grandes saltos.

Esta personagem vem para elencar mais uma série de super heróis, mas com uma super heroína que é uma baita representação de força feminina para as amantes – ou não – de cultura pop e nerd. Jessica (Krysten Ritter) perde seus pais, na maioria das vezes está sozinha no mundo, mas tem uma amiga muito preciosa. Ela é uma personagem forte e com traços que costumam ser reservados apenas para os homens nas telinhas.

Além de empoderamento para as espectadoras, Jessica trás um trauma muito grande consigo, que ainda é debate recente. O vilão Kilgrave (David Tennant) tem o poder de manipular mentes e usa Jessica e seus poderes a seu bel prazer (para o mal, é claro) o que a deixa traumatizada, já que ela mata pessoas e perde totalmente o controle de sua mente e corpo quando está sendo controlado por Kilgrave.

Kilgrave encarna o papel do cara controlador (literalmente), o cara compulsivo que te joga numa teia de enganações para no final dizer que te ama. Esse é o retrato da maioria dos relacionamentos abusivos, no episódio 4 da primeira temporada, Kilgrave explica para Jessica como ele fez tudo o que fez, o que inclui matar pessoas próximas a ela e extorqui-la emocionalmente e, apenas porque a ama. Cada palavra exposta por Kilgrave para explicar seu amor por Jessica é a representação do discurso de caras que são controladores e colocam meninas em relacionamentos abusivos. A série Jessica Jones vem para desromantizar esse amor louco, possessivo e doentio, porque quando um cara diz que te bateu por amor, por certo que esse ser humano não é equilibrado.

Sobre os personagens, a fofa da Krysten Ritter que também fez Breaking Bad, a menina que o Walter assistiu morrer,  está ótima fazendo a típica investigadora que conversa com os insetos da sua casa em ruínas, bebe e não tem muita paciência com gente normal e feliz. David Tennant está ótimo também, apesar de eu estar tendo dificuldade de desligar a figura dele com a do 10° doctor de Doctor Who, ele está mais maduro, mas ainda tem muito do seu charme para utilizar (sem falar no sotaque britânico) o que combina muito com seu personagem.

Até agora a série anda muito bem, vamos aguardar a continuação da qualidade nas séries de super heróis da Netflix.

 

 

 

 

 

Desigualdade salarial e seus desdobramentos

JEREMY RENNER

Logo depois de afirmar que a Viúva negra é uma vadia, uma puta e uma prostituta nesta entrevista arruinada por machismo e um dos problemas de colocar a personagem feminina sempre flertando nos filmes, Jeremy Renner fala sobre como não é problema dele lidar com a diferença entre o valor da folha de pagamento dele e das atrizes de Hollywood. Até onde vai a babaquice do ser humano? Essa semana vejo que não está tendo limites.

Não vou debater aqui sobre a participação do homem na luta por direitos iguais, porque essa não é a questão, a questão é que Jeremy Renner tinha o direito de ficar quieto, mas preferiu falar besteira. Ele não quer se importar com a diferença salarial? Ok (quer dizer não está “ok”, mas fazer o que?), mas não precisa ficar reverberando babaquices por ai.

Isso veio depois do pronunciamento do Bradley Cooper de fornecer os dados salariais e de contrato que ele firmasse em seus próximos trabalhos às suas colegas. Cooper agiu em resposta à carta de Jennifer Lawrence sobre a desigualdade salarial entre mulheres e homens em uma das maiores indústrias de filmes.

Para os que pensam que as mulheres já estão equiparadas em direitos sociais (culturais e etc) com os homens estou apta a provar por A + B que esse fato está longe da realidade. Estaremos em luta diária para que isso aconteça, enquanto não acontece é de extrema importância que se exponha cada injustiça que acontecer e cada comentário sexista que brotar.

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Korra

Uma das encarnações do Avatar e a sucessora de Aang o dobrador de ar. Korra é dobradora de água e reconhece o poder da reencarnação em si desde pequena. Korra Korra1

Passa a vida inteira treinando seu corpo e mente pra ser digna como próxima Avatar e ao crescer vai em busca de seu destino saindo da Tribo da àgua do Sul e indo em direção à Cidade República. Lá Korra se depara com movimentos separatistas, terrorismo, pessoas e crenças diferentes além de descobrir que o mundo espiritual e humano podem conviver juntos em harmonia, apesar de enfrentar algumas adversidades para ajeitar as coisas Korra tem um jeito todo único de enfrentar seus problemas.

Essa nova versão de Avatar é muito boa e um dos motivos é que o temperamento da dobradora de água difere em tudo com o de Aang e mesmo que ela por vezes resolva as coisas aos tapas e gritos, por fim as coisas se resolvem.

 Korra veio como uma personagem feminina muito forte, a verdadeira girl power. Como ela treina diariamente o corpo ele é forte e encara uma luta mano a mano e não fica só na dobra dos elementos não, até mesmo os traços do desenho do corpo dela são para mostrar que ele é parrudinha, o que não é muito comum em personagens femininas.

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Além de ser forte e teimosa, Korra é extremamente decidida o que não permite que ele mude sua personalidade depois que começa um relacionamento amoroso coisa que acontece demais com personagens femininas. Em algumas animações, livros e mangás mesmo que a menina seja forte depois de começar um relacionamento ela pode mudar tanto sua personalidade e às vezes também passa a ser mais fraca (?) mesmo tendo sido muito forte até então.

Fiquei bastante feliz com o resultado da criação dos personagens e da história dessa fase do Avatar. Espero que tenhamos a dobradora de fogo (por favor, Nick)

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