Primeiro Contato

Sempre fui uma inveterada consumidora de cultura pop; filmes, livros, arte, moda, quadrinhos, podcast’s etc. Certa vez, ouvindo um desses podcasts, ou programas de “rádio” pela internet, em que falavam sobre as personagens femininas nos filmes de ação, acabei me zangando com alguns comentários um tanto quanto sexistas. Atribuíam o sucesso das personagens à sua beleza e que deveríamos nos acostumar com a necessidade dos grandes peitos no cinema, porque é disso que os consumidores gostam. Fico sempre decepcionada com esse tipo de comentário sobre meninas e das regras não ditas de Hollywood.

Engajei-me na trabalhosa tarefa encontrar um bom podcast que tratasse as mulheres sem uma educação fingida, ou uma má educação sincera, mas a única coisa que achava era exatamente isso, ora melhor, ora pior do que isso. Não deixei de ouvir, mas qual o mal em criar?

Quando digo que estou insatisfeita com uma situação um amigo diz para que eu crie algo novo já que eu sinto falta daquilo ao invés de reclamar. Eu sempre tive vontade de fazer um vlog, mas sempre tive vergonha de ficar falando sozinha para uma câmera, mas gravar com amigos ou amigas seria algo totalmente diferente. Não que eu não goste dos que já escuto, mas acho que falta mais representatividade feminina nesse mundinho nerd que as meninas também curtem, mas por vezes só são lembradas por seus peitos e bundas. Brainiac não é o único com cérebro por aqui.

Outro dia discutindo com umas amigas sobre a situação atual do feminismo na internet e do extremismo de algumas minas bem doidas que estão perdidas nesse mundão de meu Deus dando suas opiniões distorcidas, fazendo um verdadeiro desserviço ao que pra mim significa o feminismo. Não me sentia representada também por isso. Nós mesmas poderíamos falar sobre o feminismo em sua forma mais pura e bela, do jeito que ele é.

Falar sobre coisas que nós realmente gostamos, mas dessa vez comentado por meninas para meninas. Porque quando somos novas e começamos a gostar de super-heróis e essas coisas, nos sentimos meio perdidas entre as meninas que estão na idade de aprender a se maquiar. Achamos que tudo o que é de menino é legal, mas crescemos e descobrimos que meninas não são chatas não. Não existe isso de coisa de menina, ou menino, as coisas são abertas para quem quiser gostar.

Pensei então, que deveria fazer algo de meninas para meninas. De feministas para quem ama e odeia o movimento. Algo que fale sobre qualquer assunto a partir da visão das meninas. Uma roda de amigas conversando sobre algo que sempre conversam o que acaba dando em muita risada e construção de novas ideias, só que compartilhando com todas as meninas que estiveram abertas a nos ouvir.

Estava tudo pronto na minha cabeça, mas faltavam as outras partes, foi como uma dádiva, pois ao olhar de um lado tinha uma viciada em animes de todos os tipos e mexicanisses em geral, do outro uma mina que bate um bom papo sobre qualquer coisa que você quiser. Todas as duas feministas ferrenhas que se animaram com a ideia e também sentem falta de alguns assuntos sendo tratados por meninas e estão doidas pra falar umas verdades ai.

O mais difícil foi arranjar o nome, o resto nós vamos criando juntas.

Quem escreve: Debs

Estudante de história, seriadora, amante de procrastinação, adora bob esponja e feminismo, música clássica e Lady Gaga.

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