As Sufragistas

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O ano de 2015 trouxe bastante representatividade para o feminismo, quando hashtags foram usadas aqui na realidade virtual, mas reverberou na vida real. Com o #meuamigosecreto as chamadas do 180 aumentaram, namorados e amigos viram a razão em uma questão e outra discutidas dentro do feminismo (eu mesma experimentei algo disso). Quando ainda hoje tem gente que diz que o machismo é necessário a gente vê quanta coisa ainda precisa ser desconstruída e como é importante ter debates e representações.

A mulher com uma imagem empoderada vem ganhando espaço em filmes, livros, mangás, animações em geral, claro que ainda falta muito pro ideal, mas um passo já é uma vitória. Mulheres sempre que tiveram que lutar por espaços aqui e ali onde éramos proibidas de frequentar. O filme As Sufragistas vem contando a história de mulheres que buscavam um desses espaços, espaço na vida política com a garantia do direito ao voto.

O movimento sufragista, como dito, foi a busca das mulheres pelo direito ao voto inspiradas em discursos por direitos e liberdade. Apesar do filme ter teor histórico, sendo seu recorte o foco uma das campanhas feitas pelas sufragistas,não dá muito espaço pra fatos históricos em si.

O longa traz a história de Maud Watts (Carrie Mulligan), uma funcionária de lavanderia que como tantos está em péssima condições de trabalho e tem que suportar abusos de seu chefe. No meio de sua vida pacata e conformada o movimento das sufragistas vai se fazendo presente em sua rotina e sua rotina vai se tornando o movimento sufragista. Como tantas mulheres Maud simplesmente cansa e não aguenta mais, ainda que queira de volta sua vida normal de quando em vez, o movimento se faz necessário de tal forma que começa a fazer parte dela e é disso que o filme aborda, o que acontecia com a mulher que decidia lutar por seus direitos, perdia marido e lugar na sociedade.

O filme mostra o quão vivo ainda se faz a marginalização de termos que se referem à luta das mulheres, o quanto ainda é sujo dizer de pulmões abertos que é feminista sim. Se alguém fala hoje “ah, mas feminismo era necessário naquela época, hoje em dia mulher pode tudo”, pode acreditar que isso já era falado em época de sufrágio.

 

 

 

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